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LITURGIA - A Missa

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A Santa Missa

A Santa Missa é o ato mais sublime e mais santo que se celebra todos os dias sobre a terra, porque é “o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Cristo que se oferece a Deus pelo ministério do Sacerdote, em memória e renovação incruenta do Sacrifício da Cruz”. Jesus Cristo a instituiu na última Ceia que celebrou com os seus discípulos; foi a Primeira Missa. Na Missa, Jesus é, ao mesmo tempo, o Sacerdote Supremo e a Vítima Divina. Ele a Si mesmo Se ofereceu a Deus Pai em oblação sacrifical. Na Missa, a oblação de Cristo é feita através do sacerdote celebrante, que renova ou torna de novo presente e atuante o Sacrifício da Cruz, e aplica às almas os frutos da Redenção. Por isso, a Santa Missa é o coração da Igreja; e como o homem não pode viver sem coração, assim a Igreja não pode viver sem a Missa.

Eis porque São Francisco de Sales afirma que “a Santa Missa é o Sol da Igreja”. E São Leonardo de Porto Maurício: “Se não fosse a Santa Missa, nestes tempos, o mundo já se teria submergido sob o peso de seus crimes.” E São Bernardo: “Ficai sabendo, ó cristãos, que mais se merece ouvindo devotamente uma só Missa do que distribuindo todas as riquezas aos pobres e peregrinando por toda a terra”. Por sua vez, o Santo Cura d’Ars acrescenta: “Se conhecêssemos bem o valor do Santo Sacrifício da Missa, que zelo teríamos em bem assistir a ele, e dele participar”.

Mas tudo isso se refere à Missa Tridentina, ou da Tradição ou Missa de Sempre, estabelecida em 1570 pelo Papa São Pio V. De fato, há muitos séculos que a Missa era celebrada da mesma maneira sempre digna e respeitosa da Tradição, de modo que a “lex orandi” (Liturgia) era a expressão fiel da “lex credendi” (verdades da fé). Isso até que Paulo VI promulgou em 1969, a Missa Nova. A missa Nova surgiu como fruto das reflexões teológicas e pastorais do Concílio Vaticano II. A dita Missa Nova surge em um tempo onde vale a participação no Mistério. Compreende-se melhor algo, quando você se torna participante e não mero ouvinte ou assistente.

Para alguns sensacionalistas o Novo Rito da Missa foi e é um verdadeiro escândalo. As principais mudanças percebidas pela assembléia foram que a Missa passou a ser celebrada na língua vernácula, e o sacerdote não estaria mais de costas para o povo.

No último dia 07 de julho, o SS. Padre Bento XVI, através de Carta aos Bispos que acompanham o Motu Proprio Summorum Pontificum, serviu-nos o uso da Liturgia anterior a 1970. O uso da Liturgia do Missal de 1962 nunca foi proibido. A Liturgia Ordinária da Igreja é a do Missal de 1969, com suas duas edições sucessivas de João Paulo II. De forma alguma, pôs-se em dúvida a autoridade do Concílio Vaticano II, nem se reprimiu os adeptos do Rito Antigo. Deve-se, porém, buscar um equilíbrio entre os Ritos, para que dessa forma o Mistério perene da Salvação seja celebrado com dignidade e postura. “Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.” (Papa Bento XVI, Motu Proprio Summorum Pontificum)

O Rito Pio V não se adequa somente as pessoas idosas ou “antigas”, nem o Rito de Paulo VI se adequa apenas aos jovens. A Santa Missa não tem faixa de idade e ela será bem vivida se realmente representar o que deve ser: ponte entre o humano e divino, mistério máximo da nossa fé. Valem aqui as palavras do reformador Martinho Lutero: “SE DESTRUÍRES A MISSA, DESTRUIREIS A IGREJA!”

 

A Missa Tridentina e a Missa nova: duplo uso de um único e mesmo Rito.
Marcus Túlio Oliveira Neto

http://catolicofiel.wordpress.com/

 

Missa é dividida nas seguintes partes:

 

Ritos Iniciais

Canto de Entrada: O canto de entrada tem o objetivo de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.
Saudação: O Padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.
Ato Penitencial: Em uma atitude de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.
Glória: Já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.
Coleta: O Padre coloca todas as intenções, e no final da oração a oração responde com a palavra Amém (que significa "assim seja").

Liturgia da Palavra

Primeira Leitura: Passagem tirada do Antigo Testamento (parte bíblica que prepara a vinda do Messias).
Salmo de Resposta: É um canto ou um salmo que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura.
Segunda Leitura: Passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, etc)
Aclamação do Evangelho: Nesta hora ouvimos o padre anunciar a MENSAGEM DE JESUS. Por isso cantamos "ALELUIA" (que significa "alegria").
Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o REINO DE DEUS.
Homilia: O Padre explica as leituras e o Evangelho.
Profissão de Fé (Credo): Momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.
Oração dos Fiéis: A comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo.

Liturgia Eucarística

Preparação das Oferendas: Momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.
Oração Eucarística: Momento principal da celebração. Onde recordamos a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.
Comunhão: Momento em que vamos em direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e o seu Sangue.

Ritos Finais

Avisos: O Padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade.
Bênção: O Padre dá a bênção à comunidade. Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa.
Despedida: O Padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo, isto é, anunciar ao mundo o Cristo Vivo.

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